sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Foi um 2010 de aprendizados

Este foi um ano de muitos progressos. Vocês adultos podem pensar que minha vida é moleza, que eu só como, durmo e faço número 1 e 2. Mas ninguém conta a verdadeira história. É muito trabalhoso nascer e ser um bebê. A gente chega ao mundo sem saber nada – absolutamente nada. Para você ter uma ideia, uma das primeiras coisas que aprendi foi respirar (coisa muito natural para vocês).

Então, preparei uma pequena lista de coisas que vocês, como adultos, fazem muito bem, mas que eu ainda estou aprendendo. É uma amostra de como 2010 foi cheio de conquistas. Veja só o que aprendi:
  1. Fixar por alguns segundos meu olhar em um objeto.
  2. Emitir sons em resposta às pessoas.
  3. Gritar quando estou com raiva.
  4. Segurar meu pé.
  5. Colocar a mão na boca.
  6. Segurar um objeto (ainda estou melhorando).
  7. Levantar o pescoço quando estou deitado de bruços.
  8. Comer banana na colher (coisa difícil).
  9. Beber água.
  10. Bater as pernas na água durante o banho.
  11. Parar de sugar a mamadeira quando estou satisfeito.
  12. Sorrir para gente conhecida.
  13. Dormir a noite inteira.
Desejo a todos vocês um feliz 2011!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Meu pedido de Natal

Meu primeiro Natal aproxima-se. Logo vou completar quatros meses de grandes progressos. O último deles tem sido usado somente em situações especiais: o grito de socorro.

Meus admiradores são bem intencionados, querem demonstram afeto por mim e eu aprecio muito tudo isso. Mas tenho que ser sincero: não gosto de fustigação – aqueles beijos exagerados, cheiros demorados e doloridos, aperto nas bochechas e coisas semelhantes. No momento em que as pessoas começam a me fustigar, dou um grito de socorro para que meus pais venham me tirar daquela situação. É uma situação constrangedora, eu sei, mas como diz minha avó Adailma, não sei falar ainda, então tenho que usar o que tenho à minha disposição.

Então aqui vai um pedido de presente de Natal para mim e todos os meus colegas bebês: demonstrem seu carinho por mim com delicadeza. Nós prometemos que vamos dar um sorriso, gesticular alguns sons e ficar muito felizes...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Estou de volta!

Embora consiga segurar objetos por pequenos períodos de tempo, ainda não sou capaz de digitar textos. Por isso, quando meu pai fica ocupado, acabo ficando off-line – essa é a razão para estar sumido.

Bem...completei três meses de vida muito feliz no último dia 22 emitindo muitos sons. Na verdade, eu tento imitar as pessoas, mas não consigo. Sou somente um bebê. Mas as pessoas ficam me imitando, e eu adoro. Elas pensam que estou rindo da nossa “conversa”, mas, na verdade, estou rindo delas falando “gruu”, “la,la” e outras sílabas ininteligíveis.

Estou crescendo bem e dormindo bastante. Ontem mesmo meu pai teve que me acordar às 9h. Como de costume, acordei sorrindo muito. Tomei leite na minha mamadeira nova, pois a antiga não cabia mais os 180 ml que um bebê de 3 meses necessita, e molhei meu pai todo no meu banho matutino.

Três meses é uma idade de novidades: estou adorando os sucos que tenho experimentado, menos o de laranja. Gostei mais ainda de tomar água de coco no copinho com abas que mamãe me deu.
Bem, acho que agora papai terá mais tempo para escrever, já que suas férias terminaram. Então, a gente se vê por aqui. Para me despedir, confiram algumas fotos recentes: http://bit.ly/h4UoV4.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Papai versus Pietro – a batalha das noites

Tenho feito progressos: já estou dormindo a noite inteira. É um alívio para meus pais que agora podem ficar sossegados, sem preocupar-se em preparar mamadeira de madrugada.
Apesar disso, meu pai e eu temos travado uma batalha quase todas as noites. É que sou uma pessoa muito espontânea, desligada de horários e relógios. Tenho a impressão de que papai é o oposto de mim, pois, para ele, tudo tem que ser na hora certa – hora de brincar, hora de banhar, hora de ficar no bebê-conforto, hora de dormir.

Ocorre que papai é responsável pelo primeiro turno (para cuidar de mim), que vai das 23h até o momento em que eu dormir. Mamãe fica no segundo turno, para os casos de emergência, que vai até umas 8h ou 9h, quando acordo sorrindo (é sério!)

A batalha papai versus Pietro ocorre nas primeiras horas do primeiro turno. Imagine só: eu não quero dormir e ele quer que eu durma, pode? Eu olho para ele, dou um sorriso, mas ele diz: hora de dormir.
Tudo não passa de um mal-entendido. Depois da mamadeira, eu fico cansado, fecho os olhos e tento descansar um pouco, mas não é sono. Entretanto, ele e minha mamãe me colocam no berço. Claro que eu fico me remexendo para mostrar que ainda não quero dormir.

Mamãe vai para cama. Papai fica ali pelo quarto. Ele costuma desligar as luzes para me ajudar a “perceber” que é hora do sono. Às vezes, ele não resiste e liga o móbile para eu ficar brincando (ele diz que é para eu gastar energia). Eu me divirto, pois quando ele se cansa, faz fotos de mim e até chega a brincar comigo (isso por que ele se diz bem mau...).

Sinceramente, na minha inexperiência, acho que tudo isso é culpa do horário de verão.... kkk!

domingo, 24 de outubro de 2010

Dicionário de sons e expressões de bebês para adultos

Depois do dicionário de expressões para bebês, quero compartilhar com vocês o dicionário de sons e expressões de bebês para adultos. Trata-se de uma coletânea de sons que emito e coisas que faço e que, muitas vezes, as pessoas não entendem. Às vezes, só quero paz e silêncio – e me sacolejam pelos colos. Espero que esse pequeno trabalho seja útil para papais, mamãe, tios e vovós que desejam entender o que significam os barulhos e expressões que nós bebês emitimos.
  1. Respiração ofegante, quase cachorrinho, com duração de alguns segundos, acompanhada de movimentos rápidos dos braços e das mãos e olhar fixo, às vezes até com sorriso – significa que estou gostando do que está sendo feito, então pode continuar.
  2. Respiração ofegante ininterrupta, acompanhada ou não de biquinho nos lábios – alguma coisa está me irritando, procure identificar o que é.
  3. Braços e pernas bem estendidos, balançando e expressão de susto, às vezes com choro estridente – me assustei com alguma coisa. Coloque-me no colo rapidamente!
  4. Choro estridente e agudo, feito de boca bem aberta, com rosto ficando vermelho – estou pedindo socorro, pois tem algo muito errado comigo.
  5. Pequenos resmungos com intervalos variados, acompanhados de franzir da testa – estou fazendo o número dois.
  6. Resmungos com intervalos variados e rosto virando para várias direções – estou me sentindo sozinho, venha falar comigo.
  7. Sucção forte e rápida da chupeta, acompanhada ou não de abertura da boca ao encostar em algo e expulsão da chupeta da boca – estou com fome. Quanto mais forte sugar a chupeta, maior é minha fome. Se não for logo atendido, começarei no sinal #4.
  8. Resmungos insistentes que tendem a diminuir quando, no colo, minha barriga é encostada na barriga de alguém, que podem vir acompanhados de mais intensidade no choro quando minhas pernas são estendidas – estou com cólica, preciso de ajuda para soltar uns pums (use o exercício da bicicleta).
  9. Minhas mãos batendo nos meus olhos e alguns resmungos – estou aprendendo a enfiar a mão na minha boca.
  10. Recolher rapidamente qualquer parte do corpo para junto de mim, como cabeça, mãos, braços etc, às vezes fechando ou semi-fechando os olhos imediatamente - você me tocou onde eu não queria ou do jeito que eu não gosto. Pare de me fustigar, me cheirar ou me beijar. Agora eu só quero paz.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dicionário de expressões para bebês I

É incrível a capacidade das pessoas de inventarem expressões quando estão lidando com bebês. A técnica mais usada é a do diminutivo - “bebezinho lindinho”. Há também a técnica do Cebolinha, em que as pessoas trocam o “r”, pelo “l” - “hola da mamadelazinha”. Alguns preferem a metodologia do neologismo, ou seja, inventam novas palavras e expressões. Várias delas são conhecidas de todos, algumas são variações e, finalmente, há coisas que só aquele grupo ou mesmo pessoa entende.
Por causa da minha posição privilegiada de bebê, pude conduzir um experimento e catalogar as expressões que minha família usa comigo. Dessa experiência, resultou um pequeno dicionário que agora compartilho com vocês:
  1. Dedela – mamadeira.
  2. Peitinho do papai – chupeta.
  3. Cara de bolinha – um apelido que meu pai me atribuiu por causa da forma do meu rosto.
  4. Bicicletinha – exercício que meu pai faz em mim para movimentar minhas pernas e me ajudar a soltar pums.
  5. Cadê o peidinho? - expressão usada por ele para me apoiar nessa tarefa.
  6. Põe carninha, Jesus! – oração que meu pai faz todos os dias quando estou banhando para que Deus preencha o vácuo que há nas minhas nádegas. Está surtindo efeito.
  7. Ele se assustou – expressão usada quando eu solto um pum muito alto e me assusto. O que quase sempre ocorre.
  8. Vazou – é quando a fralda não dá conta de tudo que sai de mim e sai pelos cantos.
  9. Arroto da titia – é quando, após tomar mamadeira,  arroto como se fosse minha tia.
  10. Olho de jabuticaba – é como meu pai descreve meus olhos.
  11. Bebê gotoso – sou eu, claro.
  12. Cocoroto – se refere aos pontinhos que aparecem em meu rosto por causa da baba e pelos de gente mal-educada.
  13. Que eu você qué, me conta? - Normalmente, é a primeira frase que meu pai diz quando chega do serviço. Eu me agoto todo, mas não consigo contar nada para ele.
  14. Bom dia, príncipe! -  Geralmente, é a primeira frase que meu pai diz quando acordo pela manhã.
  15. Ganha da mamãe, vai! - É o grito de torcida que meu pai diz para que eu faça xixi antes de minha mãe terminar de colocar minha fralda.
  16. Não, encantado não, por que ele é mau. -  Vez por outra meu pai me chama de príncipe encantado, mas daí ele lembra do Shrek e diz isso aí.
  17. Pipiu - é meio idiota, mas é assim que um dos meus tios me chama.
  18. Tá na hora da múmia! - é a expressão que meu pai usa quando me tira do banho. Ele me embrulha todo na toalha.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Feira da gestante e bebê

Definitivamente, meu passeio à feira da gestante, do bebê e da criança, no final de semana passado, foi sem igual. Havia papais de todos os tipos: baixinhos, altíssimos; barbudos, com bigode; roqueiros, clássicos. As mamães no fim da gestação andavam daquele jeito – cambaleando.

Com poucas variações, a cena se repetia: os papais empurravam os carrinhos, as mamães olhavam as coisas; as mamães davam as coisas para os papais; os papais tiravam os cartões dos bolsos; as mamães sorriam para os bebês; os papais digitavam suas senhas nas maquininhas e os vendedores elogiavam os bebês.

E ainda dizem que os homens e mulheres têm direitos iguais...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fotos. Muitas fotos.

Meu pai tem um problema sério para lembrar-se de fatos pessoais passados. Por isso, ele mantém sua memória viva escrevendo e fazendo fotos. Está aí a explicação para ele manter blogs e fazer fotos de tudo.

Por esse motivo, quase tenho me sentido num “Big Brother”. Quando meu pai não está com a câmera na mão, tem o celular. Quando nenhum dos dois está registrando minha vida, ele está escrevendo sobre mim e nossas experiências. Ele é tão vidrado nesse negócio, que está lendo um livro sobre desenvolvimento humano – no momento, ele diz estar pensando em escrever algo a esse respeito, então o livro é para subsidiar o trabalho.

Como não poderia deixar de ser, é claro que eu adoro ser fotografado. De maneira que resolvemos fazer uma seleção de fotos e deixar vocês se deliciarem. É só clicar: http://www.flickr.com/photos/47516715@N05/sets/72157624519666563/detail/

sábado, 25 de setembro de 2010

Mamadeira resolve problemas de sono

Vocês sabem que sou viciado em leitinho da mamãe. Mas a coisa piorou muito nos últimos dias. Piorou tanto que agora eu também tomo mamadeira diariamente. Explico como tudo começou:

Mamãe e papai estavam acabados – acho que eles até chegaram a ficar feinhos (ah, se eles sonham que estou dizendo isso...). Eles não agüentavam mais acordar de hora em hora durante toda a madrugada. Meu pai estava tão desolado que acordava e ia logo acariciando o transmissor da babá eletrônica que fica ao lado dele na cama, sonhando que estava me fazendo carinho. Minha mãe cochilava enquanto me amamentava na cadeira. A vida noturna deles estava um caos (a minha estava ótima, kkk...).

Então, eles tiveram a idéia de acabar com aquilo que estava acabando com eles: a minha fome. Comecei a tomar uma mamadeira lá pela meia-noite e outra às 3 da madrugada. Pronto. Problemas resolvidos. Sono de qualidade para todos nós.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Um mês de vida!

Ontem, dia 22/09, completei um mês de vida fora da barriga da mamãe. Em minha consulta, pela manhã, tive a confirmação de que estou muito bem. Já estou medindo 57 centímetros e pesando quase 5 quilos. É um bom avanço.

A Dra. Maria, minha pediatra, disse para meu pai que eu enxergo somente vultos, nada perfeito, mas ele não acredita muito. Segundo a opinião dele, sempre que ele conversa comigo no colo, eu olho diretamente para ele. A verdade é que somente aos seis meses terei uns 90% da visão de um adulto. Mas mamãe e papai não importam muito com isso – eu me sobressaio os bebês de minha idade na audição. Segundo a fonoaudióloga, minha audição está mais desenvolvida do que a média das outras crianças da minha idade.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Líder da “gangue”

Como vai ser bom nascer justamente nessa época... Descobri que, ao contrário do meu irmão, já adolescente, vou crescer rodeado de primos. Ele não teve muita sorte. Nossa prima Amanda nasceu quando ele já tinha seus cinco anos, e Alane nasceu bem depois.

Agora as coisas são diferentes: terei dois primos - Murilo e Enzo. De uma coisa eu tenho certeza: vai ser divertido! A diferença de idades será pequena, pois o Murilo tem uns quatro meses, e o Enzo vai chegando lá.

Mais vou logo avisando – eu serei o líder dessa “gangue” de dependentes de leite e fraldas descartáveis. Quando vocês estiverem engatinhando, eu já estarei de cabeça erguida, caminhando. Quando eu finalmente me libertar do vício em fraldas descartáveis, vocês ainda vão precisar delas.

Fico feliz por saber que vamos nos divertir muito juntos. Até a próxima!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Passeio no shopping

Tive uma experiência inédita na sexta-feira passada à tarde: fui ao shopping – o tempo consumista capitalista (estou falando como candidato do PCO...). Foi divertido, devo reconhecer. Aproveitei a oportunidade para estrear meu carrinho moderno que desmonta com uma só mão, acredita? Na verdade, mais divertido ainda foi passar a tarde toda dormindo. Se você me perguntar o que eu vi no shopping, vou dizer que não vi nada, por que aproveitei meu carrinho macio para dormir. De duas em duas horas, era pego no colo e mamava gostoso. Quer melhor passeio?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A hora do banho

Já contei isso aqui, mas quero repetir: eu adoro tomar banho estilo Caldas Novas. Para quem não leu o post, meu pai sempre me pergunta antes de preparar minha banheira: Brasília ou Caldas? Claro que eu escolho as águas quentinhas de Caldas. Não sei muito bem como ele entende meu pedido, mas sempre dá certo.

O momento do banho é muito divertido. Minha mãe é quem me banha, mas meu pai está sempre por perto. Na hora do banho, eles costumam cantar quando estou querendo chorar, meu pai sempre ora pedindo a Deus para colocar um pouco de carne no meu bumbum (ele diz que sou retinho...) e mamãe sempre me lava todinho.

Mais legal ainda é a hora de ser vestido. Costumo fazer xixi na mamãe quando ela dá mole e me deixa sem fralda enquanto passa pomada contra assaduras. E quando eu decido fazer o número dois? Ser bebê é muito legal mesmo...

sábado, 11 de setembro de 2010

Assustando-se com um “pum”

Meu pai voltou a trabalhar na quinta-feira. Não sei quem mais sentiu saudades dele: eu ou minha mãe. Mas como ele costuma dizer: “estamos um período de adaptação”.

É engraçado pensar nessa adaptação. Do meu lado, tenho que aprender tudo: a dormir na hora certa, a ficar sozinho no berço, a olhar as coisas, a me virar para a mamadeira – é muita coisa!

Nesse processo de aprendizado, eu tenho meus pontos fracos. Soltar “pum” é um deles. Vocês acreditariam se eu dissesse que me assunto quando solto um “pum” daqueles bem fortes e altos? Parem de rir! É sério!

E os sonhos? Sonhar é uma coisa muito estranha. Eu não entendo muito disso, mas sei que tenho sonhos ruins, pois acordo chorando assustado. Meu pai diz que estou sonhando com a luz (ele se refere à luz forte que estava sobre mim e minha mãe no momento do parto) e que, por isso, me assusto.

Apesar das noites mal dormidas, dos choros ininteligíveis, estamos muito bem, pois temos os beijos, os cheiros e os abraços... Até a próxima!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Final de semana agitado

Comecei o sábado acordando cedo (lá pelas 9 horas) e tomando meu banho. Papai oferece duas opções de banho: estilo Brasília e Caldas Novas. Particularmente, prefiro o estilo Caldas pois é mais quentinho.

Depois do banho, tirei minha soneca e fiquei recebendo as visitas de parentes. Visitas sempre são boas por que me colocam no colo e ficam me dengando.

No domingo à tarde, fomos conhecer meus bisavós por parte de pai. Fizemos fotos com eles e os tios-avós. Foi divertido.

À noite (vê como minha vida está agitada?), fomos à igreja. Havia mais de quinze dias que não íamos adorar ao Senhor, então já estávamos com saudades. Gostei muito do momento da música. Meu pai estava cantando, então ficou tudo em casa. Na hora da ministração da Palavra, fomos eu e mamãe para o berçário. Berço diferente, com um tal de mosqueteiro e na cor verde – mas o que conta mesmo é que mamãe estava comigo, então ficou tudo bem.

Ah, já ia me esquecendo: meu umbigo caiu hoje pela manhã. Dá uma olhada nele: http://flic.kr/p/8yErtW. Até a próxima!

sábado, 4 de setembro de 2010

Minha primeira mamadeira

Ontem à noite tive minha primeira mamadeira. Com o coração partido, meu pai esterilizou a mamadeira e preparou o tal leite artificial “igual” ao da mamãe. Dá uma olhada na foto: http://flic.kr/p/8y4dt1.

Meus pais estão programando uma saída sem mim e, para isso, precisam deixar comida para o bebê aqui. Acontece que eu mamo demais. Por isso, não dá para ficar tirando leitinho e guardando para depois. Assim, meus pais resolveram testar o leite artificial “igual” ao da mamãe.

Numa análise sucinta, a mamadeira tem algumas vantagens: exige menos esforço e libera o leite mais rapidamente. Mas ela tem seu lado negativo: preciso de mais tempo em pé para não deixar o leite voltar e não tem o calor da mamãe (a melhor parte de mamar, ora...).

Isso seria um prato cheio para a psicanálise, afinal, ao crescermos, todos queremos as coisas mais rapidamente e com menos esforço, não é? Seria influência da mamadeira? Bem, eu deixo a pergunta para vocês. Agora eu vou é dormir...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Minha certidão de nascimento

Oficialmente, existo. Meu pai compareceu ao cartório, disse qual seria meu nome e pronto: para a lei, existe um Pietro. Fico feliz por isso.

Dizem que o registro é gratuito. Mas os tabeliães sempre dão um jeito de ganhar. Então, foi oferecido ao meu pai uma segunda via de minha certidão. Ela é especial, pois tem um formato menor, do tamanho de uma identidade, além de ser colorida. É claro que ele... comprou. Sim, comprou – pois a tradicional é gratuita, mas essa, plastificada, custa uma graninha. Mas vocês sabem como são os papais de verdade: se eles podem e não vai nos fazer mal, eles fazem o sacrifício.

Confira a foto: http://flic.kr/p/8wLFhD! Até o próximo post!

sábado, 28 de agosto de 2010

Dependente de leite

Boa noite. Me chamo Pietro e sou viciado em... leite da mamãe. Tenho que reconhecer minha dependência. Não que seja algo ruim. Na verdade, todos concordam com minha dependência. Mas, às vezes, exagero.

A madrugada de hoje é um exemplo disso. Depois de acordar às 2 horas, mamei e fui colocado para dormir às 2h30. Mas meus pais logo viram que eu estava sem sono e começaram a o revezamento. Meu pai ficou comigo das 2h30 até as 4h. Brincamos de balançar na cadeira de amamentar da mamãe, fazer caretas, receber cócegas e fazer fotos (brincadeira favorita do meu pai).

Quando finalmente consegui cair no sono, para desespero de meu pai, minha dependência falou mais alto. E como num ato inconsciente, comecei a soluçar. Só há uma solução para soluço: mais leite da mamãe. Me esbaldei em todo aquele leite gostoso. Mas como tudo tem seu preço, fiquei de barriguinha lotada e terminei a noite na cadeira de amamentar da mamãe golfando (ou regurgitando, como dizem os médicos). Papai e mamãe morreram de rir, mas foi muito divertido.

Claro que meu pai fez uma foto desse momento... Acesse http://flic.kr/p/8wctC5.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Remédio rosa

Visitas. Minha vida tem se resumido a receber as visitas que desejam me conhecer. Claro que eu adoro! Afinal, elas sempre trazem colo, dengo, carinho e elogios. Quem não gosta disso? Mas desde ontem meu pai e minha mãe têm me levado a uns lugares meio chatos...

Ontem fui a um posto de saúde. Particularmente, acho que o nome deveria ser mudado para “posto de sofrimento”. Foram duas vacinas: uma no braço (daquela que deixa a cicatriz para sempre) e outra na coxa. Meu pai disse que eu fui valente, que resisti bravamente – chorei pouco, muito pouco mesmo. Fiquei meio dolorido à tarde, mas mamãe me dei um remédio rosa e tudo ficou certo.

Hoje eu conheci o lugar onde meus pais faziam minhas fotos ainda na barriga da minha mãe. Fica do lado da clínica onde nos encontramos com a pediatra. A médica disse que eu estou bem. Só não não gostei de algo: ela apoiou meu pai na ideia de que preciso de limites para minhas mamadas. Meu pai já estava estipulando prazos mínimos e máximos – ela deu total apoio a ele.

Por fim fiz o teste do pezinho (sugiro a troca do nome para tortura de menores legalizada). Então já sabe: hoje tem remédio rosa e tudo ficará certinho.

Espero sua visita!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ontem levei bronca

Ontem de madrugada, levei minha primeira bronca. Não houve beliscões, tapinhas ou gritaria. Foi uma conversa ao estilo de meu pai: olho no olho.

Já eram mais de duas da madrugada. Minha mãe e meu pai já haviam verificado minha fralda, me alimentado, checado se eu estava com algum desconforto intestinal e até visto se eu estava com frio. Claro que não se tratava de nada disso. Eu queria mesmo era o colinho deles. É muito mais quente que meu berço, mesmo depois que estou coberto. Assim, eu “dizia” que queria ser amamentado, mas ao chegar aos seios da mamãe, logo eu caía no sono.

Minha brincadeira não durou muito. Meu pai olhou bem nos meus olhos e me disse para parar de brincadeira. Que eu iria para o berço, seria coberto e ali dormiria. O máximo que ele faria era me dar o “peitinho do papai”, vulgarmente chamado de bico, chupeta e outros nomes. E dessa maneira ele fez.

Eu resisti bravamente resmungando. Minha mãe olhava, meu pai colocava o peitinho do papai na minha boca quando eu reclamava mais alto. Vocês sabem quem ganhou esse cabo de guerra? Meu pai, é claro.

No fim, acabei percebendo que meu bercinho é bem quetinho. Não se compara com o colo do papai e da mamãe, mas há momento para tudo... Vejo vocês aqui em casa!

E mais algumas fotos de hoje para vocês: http://www.flickr.com/photos/47516715@N05/sets/72157624806663208/

domingo, 22 de agosto de 2010

Você nasceu

Você nasceu. Definitivamente, você nasceu. Mais do que em todos esses nove meses, agora você é real, tangível, tocável. Os céus, habitados por Deus e seu anjos, deram-lhe boas-vindas. Sua mãe sorriu, eu me emocionei. Foi um momento mágico.

Quando penso que desse lado de fora aventuras infinitas lhe aguardam, me emociono. Avançando com a mente pelo tempo, te enxergo grande, homem formado, caráter provado, companheiro de seu pai e mãe, amigo de seu irmão, adorador do Deus dos deuses.

Houve choro quando você nasceu. Mas não me engano. Sei que não foi um choro de despedida ou tristeza. Foi a forma mais adequada de extravasar nossa alegria – que não é somente nossa, mas também sua e de todas as pessoas que juntas se alegram nesse momento tão especial.

Pietro, desde o primeiro dia, te amamos. Não havia um momento sequer em que deixamos de pensar em você e planejar este momento. Todo incômodo não se compara ao prazer de tê-lo em meus braços, de sentir seu cheiro, de ouvir sua respiração, de tocar sua pele, de vê-lo dormindo, sorrindo, tateando... enfim, aprendendo a ser humano.

Você é nosso bebê. O bebê do Angelo, da Cristina e do Gustavo. O neném das avós, dos avôs, das bisavós, do bisavô; dos tios e tias, dos primos e primas – o bebê dos amigos.

Que Deus derrame sobre sua vida fé, unção e sabedoria.
Fé para crer no único Deus e assim servi-lo,
Unção para te capacitar para os propósitos divinos, e
Sabedoria para te fazer próspero, abençoado e querido.

A Casa Roxa de espera. Teu quarto azul te aguarda. Seja bem-vindo ao mundo!

[Excepcionalmente, meu pai decidiu escrever um post no meu blog. Obrigado, papai]

Quer dar uma olhada em mim? Clique aqui.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Nasço até domingo

Está decidido. Depois de tanta expectativa, se eu não nascer até sábado, temos agendado meu nascimento para domingo. Um pouco estranho pensar em data e hora para nascer, mas os tempos nos dão essa oportunidade. É bom por que minha mãe e meu pai já não estão dormindo tão bem à noite (os maldosos dizem que é estágio para o que está por vir) por causa do tamanho da barriga que gerei.

Particularmente, não sei quem está mais ansioso por esse momento, eu, afinal todos querem me ver (que coisa boa, hein?!), ou meus pais, que já arrumaram e arrumaram de novo meu quarto...

Nos vemos em breve!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Adoro acordar ao som de música

Os filhos costumam “herdar” certas preferências dos pais. À semelhança de meu pai, minha mãe e meu irmão, que são todos cantores ou músicos, eu adoro música, principalmente se tiver guitarras. Não é bem rock, mas uma levada agitada. O que mais gosto mesmo é acordar ao som de música – me deixa mais disposto.

Meu pai descobriu isso por acaso. Estávamos no carro, voltando para casa pela manhã. Como costumo acordar lá pelas 11 horas, ainda estava no meu soninho sagrado. Então, meu pai ligou o rádio, gostou de uma música e aumentou o volume. Pouco a pouco, aquele som lindo foi invadindo meus ouvidos e me despertando – que delícia!

Como qualquer pessoa que acorda, comecei a espreguiçar-me. Mamãe sempre fica desesperada nessa hora. Meu pai percebeu a agitação atípico e, para meu prazer, aumentou ainda mais o volume do som. Eu adorei, é claro.

Agora ele já sabe: entramos no carro, ele liga o som, aumenta o volume e pronto – começo a me mexer. Queria dizer que estou dançando, mas vocês sabem que não tem espaço para isso aqui dentro.

Saio daqui a qualquer momento. E quando chegar, espero poder curtir muito os mais variado sons aí fora – por que afinal de contas, todo som chega distorcido aqui dentro...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nasço nas próximas semanas

O dia está chegando. E eu estou dando graças a Deus. Se você já fez uma viagem internacional na classe econômica, daquelas que duram umas 8 horas, sabe um pouco do que estou sentindo. Se você já voltou para casa no metrô de Brasília, às 18 horas, sabe bem o que estou sentindo. Mas se você já pegou o micro-ônibus da estação de metrô para casa, então sabe perfeitamente qual é minha situação aqui dentro. Mas está acabando.

Conforme acordo entre as partes, minha mãe, meu pai e a doutora Wanessa (viu como fui excluído do processo?), se eu não nascer naturalmente até segunda-feira que vem, dia 16/08, um parto cesariano será feito. Então não vou ficar por mais tanto tempo.

Estou feliz por isso e espero que vocês se juntem à minha felicidade - façam-me visitas na Casa Roxa (este o nome da casa de nossa família)! Até a próxima (só não sei se daqui ou daí de fora...).

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O quarto branco com azul

Primeiramente quero esclarecer que não torço para o Grêmio, nem para o Avaí e muito menos para a Argentina. Meu quarto é branco com azul por que um quarto vermelho com preto ia parecer mais um terreiro de macumba; e um quarto branco com vermelho ia parecer daquele time popularmente conhecido (o povo é quem diz, não sou eu) como de “frutas”.

Há também o fato de minha mãe ter planejado meu quarto, de maneira que enquanto eu mesmo não posso dizer do que gosto, prefiro confiar no gosto dela. E posso garantir que tudo ficou lindo! [Acesse aqui uma pequena amostra: http://www.flickr.com/photos/47516715@N05/4856909634/]

Como tudo está pronto (menos a famosa mala de maternidade...), estou ansioso para sair logo daqui, dormir no meu bercinho, usar minhas roupas, ser abraçado, cheirado e balançado por todos vocês. Também vou fazer o favor de sempre mamar muito e arrotar pouco para dar umas boas golfadas em vocês. Não estarei rindo no momento, mas saibam que são meus dons artísticos. Lá no fundo, estarei me divertindo.

Quando forem me ver, só peço uma coisa: não apertem minha bochechas. Vocês já viram que ela é bem grandinha (http://www.flickr.com/photos/47516715@N05/4839088333), então não vamos colaborar para elas crescerem ainda mais. Senão ficarei parecendo um Kiko, ou quem sabe, até um Fofão...

Até o próximo post...

sábado, 31 de julho de 2010

Chá de fraldas

Primeiramente queria agradecer a todas pessoas que estiveram presentes ao meu Chá de Fraldas. Mas, sinceramente, não entendi muito bem por que este nome tão estranho para um evento tão legal. Se você analisar bem, vão ver que ninguém serviu chá algum e muito menos de fraldas! Até por que eu acho que seria uma bebida pior do que Guaraná Jesus diet (se é que isso existe).

De qualquer maneira, tendo ou não chá, muita gente compareceu ao evento que visava resguardar o colchão do meu berço, o colo das pessoas, meu bebê-conforto, meu carrinho e todos os outros lugares onde ficarei deitado ou sentado. Não é esse o objetivo das fraldas? Como ainda não sei controlar o xixi e o cocô (prefiro esses nomes aos termos urina e esfíncteres – não parece esfinge?), seria uma sujeira só quando eu fizesse minhas necessidades (nome estranho para xixi e cocô – necessidades...).

Fico imaginando como era o mundo no tempo dos meus pais, quando se usava uma fralda plástica por cima da fralda de pano. Todo mundo ficava com um bumbum grande, mas que nojo lavar aquelas fraldas! E no tempo das minhas avós que não havia fraldas plásticas?! E no tempo de minhas bisavós que nem sempre usavam fralda! Argh, que nojo!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Frase preferida da mamãe: “ai”.

O grande dia está chegando. O momento em que não precisarei mais ir ao médico para fazer novas fotos. Meu pai está ansioso. Minha mãe? Dolorida.

Você sabem que o espaço é pequeno por aqui. E, como todo ser humano, eu tenho minha posição preferida para dormir. Daí, quando mamãe me coloca numa posição desconfortável, eu tento me acertar aqui dentro – mas ela interpreta isso como se eu estivesse chutando. Bem, para dizer a verdade, tem horas que eu chuto mesmo, mas quase sempre é somente um ajuste que estou fazendo.

Não gosto quando minha mãe se deita de barriga para cima, nem com o lado direito apoiado na cama. Prefiro ficar o lado esquerdo apoiado.

Gosto de dormir tarde e acordar tarde. Por esse motivo, meu pai desenvolveu uma teoria maluca. Ele disse que se as coisas continuarem assim, eu vou querer ficar acordado de noite e dormindo de manhã. Então, para me ensinar a fazer o contrário, ele recomendou a minha mãe que beba Coca-Cola ao acordar – por que a açúcar nela me deixar agitado – e que beba chá de cidreira à noite – para eu dormir mais cedo. Graças a Deus minha mãe não deu ouvidos ao meu pai.

Também gosto de esticar muito as pernas. Mas (outra vez) como o espaço é pequeno, acabo cutucando as costelas do lado esquerda dela. Por causa disso, acredita que mamãe contou para o meu pai a história (que parece com aqueles emails mentirosos que a gente recebe) de um filho que, ainda na barriga da mãe, quebrou uma costela dela? E que ela só descobriu quando ele já tinha três de nascido? Bebezinho muito mau este aí, hein?

Bem, meu pai já quer dormir – antes de mim, é claro. Então até a próxima! E bom sono para você... já para minha mãe...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ecografia 4D

Já se foram 35 semanas. Estou crescendo muito, chutando muito e conversando muito com meu pai, minha mãe e irmão. Como é meu pai quem alimenta este blog, resolvi dar uma birra para ver se ele voltava a escrever. Não resolveu – meu pai disse que birra só merece castigo. Daí resolvemos conversar e chegamos a um consenso: ele prometeu que vai escrever pelo menos duas vezes por semana – eu concordei, é claro. As novidades são muitas, então acho que é melhor ir devagar.

No dia 14/07, papai e mamãe me levaram para uma sessão de fotos/vídeo especial: a tão sonhada ecografia 4D. De uma maneira bem simples, meu pai me explicou que a 2D é a tradicional, a 3D vê com volume, e a 4D vê com volume e movimentos.

Eles tiveram (meu pais, e não eu) somente um inconveniente: no momento da ecografia, eu estava bem no meio do meu soninho matinal. E para azar deles, e sorte minha, eu “puxei” meu irmão adolescente: nada é capaz de me acordar no meio de um sono gostoso.

Lá estava eu, encaixado no meu travesseiro, olhos fechados, gesticulando alguma coisa com os lábios, colocando a mão no rosto e no meio da pernas (o que escandalizou a médica).

A doutora Cinara insistiu um pouco, mamãe mudou de posição, papai falou comigo, mas nada tirou meu sono. Ainda assim, meus pais ficaram satisfeitos com os resultados – eles puderam ver que sou um menino de lábios fartos e bochechudo. Em suma: eles confirmaram o que eu já sabia (embora não tenha espelho aqui dentro) – eu sou lindo (e modesto). Nos próximos posts contos as demais novidades!

Ps.: separei uma foto 3x4 para vocês. Ela pode ser acessada nesse link [http://www.flickr.com/photos/47516715@N05/sets/72157624481164897/]

domingo, 20 de junho de 2010

Bebê em lata

Todo bebê sabe o que é viver em grandes metrópoles onde o metro quadrado custa um preço absurdo e os apartamentos "grandes" possuem uns 40 m2. Bem, como estamos na fase final, já que faltam uns dois meses para o dia de minha saída daqui, o espaço vem diminuindo a cada dia.

No início, eu me sentia nadando no oceano. Não era possível ver o fim de tudo. Mas agora, qualquer movimento meu esbarra em algum lugar. Por conta disso, estou trocando o hábito dos exercícios vigorosos pelo contorcionismo: me sinto como uma sardinha em lata!

Amanhã tenho uma nova sessão de fotos. Assim que puder, posto as fotos. Até mais!

sábado, 12 de junho de 2010

Que saudades! Quantas novidades!

Vocês nem imaginam como eu estava com saudades daqui. Mas vocês sabem como são as coisas: se o Windows falhou até mesmo com o Gates, que dirá comigo, um bebezinho na barriga da mamãe. Então quero dar uma satisfação a todos os leitores – meu equipamento “deu pau”. Como não há uma forma de despachá-lo para o conserto (isso vai ficar para a hora do parto), então agora estou realmente dependendo do papai. Eu dito e ele escreve (acredite quem quiser!).

Muita coisa aconteceu nesses últimos dias...

1) “Ganhei um(a) primo(a)”: queria comunicar que, uns cinco meses depois do meu nascimento, ganharei um(a) primo(a). Meu tio está esperando seu primeiro bebê. Cá para nós, vai ser interessante crescer com um(a) primo(a) quase da mesma idade – vamos ser praticamente irmãos. Como eu tive um nome provisório (se lembra do Batmam?), no momento ele/a se chama Notliegna (o nome do pai ao contrário, pode?).

2) “Seja bem-vindo ao mundo Lucas”: nasceu o irmão do Dudu. Minha mãe disse, e eu fiquei com ciúmes, que ele é fofo. Agora a mamãe Nara está com três homens em sua vida: Lucas, Dudu e Badá. Que o Lucas sejam uma luz na vida das pessoas ao seu redor.

3) “Finalmente você chegou Bernardo”: depois de mais de 41 semanas e a relutância dos médicos em fazerem uma cesariana, finalmente nasceu o Bernardo. Que ele possa ser forte e imponente, conforme o significado de seu nome.

Conto mais coisas depois. Meu pai disse que a Argentina vai jogar daqui a pouco e ele tem que torcer contra. Até mais!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Saltando de bungee jumping

A semana passada foi muito agitada. Mamãe caiu comigo na quarta-feira e tivemos que ir ao hospital fazer algumas fotos para verificarmos se estava tudo bem. Foi estressante.

Mamãe estava saindo de um supermercado, quando pisou em uma tampa de caixa de gordura que estava em falso. Daí o pé dela entrou no buraco e nós caímos. Fiquei meio zonzo e logo ficamos nervosos. Ela começou a chorar e a barriga ficou rígida. Estou acostumado a balançar muito por aqui, mas foi como saltar de bungee jumping sem nem mesmo contar até três.

Meu pai saiu correndo do trabalho para nos socorrer. Tomou um táxi e, de tão nervoso, ainda parou uma quadra longe do local onde estávamos. Mas graças a Deus ele chegou uns 15 minutos depois do “salto”.

Então fomos ao hospital e fizemos alguns exames. Graças a Deus estamos todos bem.

Ah, quase esqueci: se quiserem dar uma olhada, postei um das fotos (Só uma por que nela estou de perfil e fico melhor nas fotos nessa posição – kkk) - é só seguir o link.

domingo, 9 de maio de 2010

Feliz nosso primeiro Dia das Mães

Hoje é um dia muito especial. E como é costume para as crianças que ainda não trabalham, os papais é que providenciam os presentes para as mamães. Então resolvi copiar um texto que meu pai escreveu sobre as mães e dedicar a minha mamãe que ainda nem viu meu rosto.
Mamãe, saiba que eu e me irmão te amamos muuuiiitttooo!

Mulheres são criaturas estranhas. Elas pedem liberdade para fazerem o que quiserem, querem ser donas de seus corpos e ter seus direitos garantidos. Mas quando elas se tornam mães sofrem uma mudança. Já não querem ser tão livres assim, pois se ligam a suas crianças de tal maneira que não conseguem esquecê-las, abrem mão de noites de sono para alimentá-las, deixam de ir a festas para cuidar de suas febres, trocam um banho quente logo após o trabalho para ajudá-las numa tarefa de casa, esquecem o nojo das fraldas sujas para manter seus filhos limpos e deixam de comprar coisas para si mesma em troca de um sorriso no rosto das crianças. As mulheres, quando se tornam mães, já não são tão donas de seus corpos assim. Durante nove meses, um ser muda todo seu corpo, se espreguiça de dia e de noite sem pedir permissão, faz seus seios incharem, seu estômago ficar maluco e seus sentimentos ficarem gigantes, quase indomáveis. Elas querem ter seus direitos garantidos, mas quando viram mães, a prioridade são seu eternos bebês (para elas, eles nunca crescem). Elas podem até tolerar serem passadas para trás algumas vezes, mas deixe alguém tirar vantagem de sua criança; elas viram uma fera!

Mas e os filhos? Estes também são muito estranhos. Eles querem se ver livres de suas mães, mas, na hora do aperto, a quem eles recorrem? Eles as desafiam e, às vezes, até gritam, mas qual é o colo que eles procuram quando as coisas dão errado? Eles tentam guardar segredos de suas mães, mas sempre têm a impressão de que ela já sabe tudo, mesmo quando ele não diz nada. Eles querem ser diferentes, mas à medida que vão envelhecendo, cada dia mais, percebem-se fazendo e falando coisas muito semelhantes àquelas que seus pais faziam. E quando eles se tornam pais? Então eles percebem o quanto aquela mãe, muitas vezes tida como durona, era, na verdade, uma mulher tão cheia de amor que teve a coragem de sofrer uma mudança radical na sua vida para se tornar a mamãe.

Mulheres realmente são criaturas muito estranhas...

Feliz nosso primeiro Dia das Mães,

Pietro e Gustavo

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um bebê flamenguista

Que marasmo... Ando um pouco entediado por aqui. Começo a ficar nervoso só de pensar que ainda faltam uns 3 meses para finalmente eu sair daqui. Então, fico malhando enquanto tenho espaço. Me estico, dou cambalhotas e chuto muito, afinal, está chegando a Copa do Mundo.

E por falar nisso, já decidiram o meu time de futebol e até compraram uma roupinha rubo-negra para mim. É isso mesmo... segundo minha mãe (por incrível que parece meu pai não torce para time de futebol algum!), serei um flamenguista.

Não me leve a mal, mas se eu não for flamenguista serei praticamente excluído da tradição familiar. Então nada de comentários flamengofóbicos, certo?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um milagre de criança

Ainda não chegou a minha vez, faltam alguns meses. Mas eu queria registrar, com grande alegria, o nascimento de um coleguinha meu: Daniel Everton – um milagre de criança. Ele nasceu na noite do dia 27/04, saudável e sorridente, vestido num macacão que já rodou meio mundo. Explico.

Daniel tem somente uns 9 meses, todos eles, é claro, vividos na barriga de sua mãe. Mas ele já tem histórias de sobra para contar. Em sua primeira ecografia, os médicos disseram que ele não viria ao mundo. Durante seu desenvolvimento, identificaram problemas e mais problemas que levaram os médicos a considerá-lo uma gravidez de risco. Sua mãe ficou sentindo dores por mais de duas semanas antes do parto. Ele se enrolou no cordão umbilical. Um de seus rins parecia não funcionar. Tudo parecia conspirar contra ele. Mas seus pais crerem em Deus, acreditaram no milagre e profetizaram o impossível. E Daniel, ainda na barriga de sua mãe, uniu suas mãozinhas e orou ao Papai de todos os pais e mãe.

Daí, seu pai resolveu comprar um macacão de bebê. E durante toda a gravidez, ele andava com a roupinha: no carro, no trabalho, na igreja, em casa, no colo, mostrando aos outros aquela peça e dizendo: “aqui está meu filho”. Parecia loucura, mas fé é assim mesmo.

Ontem, ele pode finalmente segurar seu bebê, meu coleguinha, no colo, vestido com aquele macacão.

Felicidades a todos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Estou muito bem

Hoje foi o dia da ecografia morfológica; aquela em que se verifica a formação dos órgãos. Meus pais puderam ver meu estômago, meu fígado, meus rins, me cérebro, minha coluna vertebral, meus ossos e muitas outras coisas.

Como eu não gosto quando minha mãe fica de barriga para cima, fiquei me mexendo o tempo todo. Finalmente, meus pais puderam “ver ao vivo” os exercícios que eu fico fazendo aqui. Fiquei chutando, fazendo exercício de bicicleta. Alonguei os braços, colocando as mãos sobre a cabeça.

Mais legal ainda foi brincar de esconde-esconde com a Dra. Cinara e meus pais. Quando eles queriam ver meu rosto, eu colocava as duas mãos na frente e então, de repente, tirava. Foi engraçado (pelo menos para mim).

Estou pesando aproximadamente 435 gramas e medindo uns 28 centímetros, com o coração a um ritmo de 138 batimentos por minutos. Amanhã coloco algumas fotos... estou com soninho. Boa noite.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Meus sonhos

Esta será uma semana agitada. Está agendada para quinta-feira a famosa ecografia morfológica. Ela vai ser usada para observar todos os meus órgãos e verificar que está tudo bem comigo. Na sexta, temos consulta com a Dra. Wanessa.

Por conta de tanta agitação, ando dormindo um bocado. E claro, sonhando... Sonho com o dia em que poderei, finalmente, estar no colo da mamãe, receber um beijo do papai, brincar com meu irmão, ser adulado pelas vovós e vovôs, sorrir das brincadeiras dos titios e titias, passear pelos colos dos amigos e ser o centro das atenções por muito tempo.

Se todos ficam aí fora na expectativa de minha chegada, imagine como eu fico por aqui. Fico só escutando meus pais falando de como será quando eu sair daqui. Ontem mesmo, mamãe não resistiu e comprou um conjunto de calça e casado. Ela disse que naquela roupinha eu vou ficar parecendo um ursinho fofo.

E por falar em sonhos, meu pequeno cérebro começa a crescer a ritmo acelerado. Como consequência, começo a entender, de verdade, o que é sonhar quando se está dormindo. Por falar em dormir... com licença, hora do meu soninho da manhã.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Adolescência gestacional

Acho que estou na minha “adolescência gestacional”. Nunca ouviu falar desse termo? Bem, nem eu. Acabei de criar. Nem mesmo no Google ele existe. Mas esta fase em que estou me faz lembrar da adolescência mesmo: aquele período da vida em que você não é mais criança ,mas ainda não é um adulto também. Veja bem como eu tenho razão:

Agora não sou mais uma “coisinha” na barriga da minha mãe. Ela sente que me mexo e, assim, a gente acaba interagindo mais. Meu pai fala comigo ou apalpa a barriga da minha mãe quando faço meus exercícios. As minhas roupas já lotaram os primeiros espaços reservados para elas (pudera, minha mãe é fashion). Já está quase tudo planejado para a decoração do meu quarto e coisas assim. Sob esse ponto de vista, sou um bebê.

Apesar disso tudo, ainda não sou uma criança de fato, um bebê mesmo; daqueles que as pessoas pegam e apalpam. Não dá para eu ver meus pais, nem ser amamentado. Eles também não podem me cheirar ou me pegar no colo. Não precisam trocar minhas fraldas e nem massagear minha barriga por causa de cólicas. Olhando por esse lado, ainda sou uma "coisinha".

Parece uma coisa confusa, ilógica? Eu sei e concordo. Por isso estou chamando esse período de “adolescência gestacional”: no momento, sou uma mistura de “coisinha” com bebê.

Eu sei que na cabeça dos meus pais já sou uma pessoa completa, mas na minha cabecinha... ah que confusão! Como é difícil ser adolescente...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Academia na barriga

Do ponto de vista do meu pai e mãe, as coisas andam meio paradas por aqui. Embora a barriga da mamãe não esteja crescendo a passos largos, eu estou trabalhando muito por aqui. Minha série diária de exercícios (isso mesmo, como na academia) inclui chutes, empurrões com os pés, soluços, rodopiadas e toda sorte de movimentos.

Como não tenho relógio por aqui, nem sempre sei se é dia ou noite. Daí, quando acordo, vou direto às minhas atividades. Isso causa alguns problemas. Minha mãe não é marinheira de primeira viagem, mas ela ainda estranha meus momentos de malhação. Ainda mais quando está na hora dela dormir.

Uma coisa que ainda não consigo fazer direito é colocar o polegar na boca. Isso ainda está difícil, mas eu chego lá. Pena que, quando finalmente eu conseguir, meus pais vão me fazer trocar o dedo pela chupeta (nada de argumentos contra, pois eles te matam se vocês disserem alguma coisa!).

Bem, vou parar por aqui e continuar minha série de hoje. Preciso aproveitar enquanto ainda tenho espaço aqui dentro. Logo vou parar de malhar para virar contorcionista. Até mais!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Meu nome é Pietro

Depois de muita pesquisa, batalhas intelectuais e debates acalorados, meus pais chegaram a um “consenso”: meu nome é Pietro.

Descobri que decidir o nome de uma pessoa não é uma coisa muito fácil. Olhe o tanto que coisas que meus pais tiveram que pensar antes de definir meu nome...

Se for o nome de alguém que eles já conhecessem, sempre que olhassem para mim, lembrariam da pessoa – é a famosa projeção. Então, segundo esse argumento, meu pai descartou meio mundo de nomes. Na verdade, ele descartou o nome de todas os homens que ele já conheceu e lembra do nome.

Todo nome tem um significado, assim, não dá para escolher um nome só por que é bonito. Nas palavras de meu pai, “um nome decreta metade do destino de uma pessoa, podendo até mesmo determinar sua missão na terra”. Então, eles escolheram um nome que significa algo positivo.

Pietro quer dizer “pedra, fundação.” Assim, meus pais estão profetizando que minha missão na terra terá relação com ser alguém que serve de modelo, de base para os outros, alguém em quem as pessoas podem se apoiar na hora da dificuldade – uma pedra.

E claro: um nome tem que ser bonito. E, modéstia parte, meu nome é lindo! Vocês não acham?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Primeiras roupas

Começaram as sessões de compras! São pagãs (não sei de onde tiraram esse nome!), macacões (que minha mãe insiste em chamar de body, pode?), sapatos (tem um aqui igual de gente grande), mantas e meias. E ainda estão por vir berço, adesivos, decoração de quarto, saída de maternidade e muitas outras coisas.

Uma coisa, porém, eu fico por entender: por que as pessoas, em maior quantidade as mulheres, quando estão olhando minhas roupas, ficam com caras de bobos e falam com a voz diferente? Por que sempre usam o diminutivo (pagãzinha, sapatinho, macaquinho, bercinho...) quando vão falar de mim ou de minhas coisas? Se você souber, me diga. Daqui alguns meses, estarei naquelas roupas, e quero me certificar de que não há nada de “estranho” nelas.

Para vocês não ficarem com água na boca, separei algumas fotos [ link ]. Mando novidades em breve!

sábado, 20 de março de 2010

Vídeo e nomes

Ontem foi um dia cheio de exibições. Todos queriam ver minhas fotos e meus vídeos. Prova disso é que meu blog teve mais de 40 acessos em menos de 24 horas! Ontem, em pela madrugada, havia duas pessoas olhando o blog, pode?

Mas o que vocês precisavam mesmo ver foram minhas primas Amanda e Alane. Quando viram meu vídeo, uma disse que eu parecia estar todo sujo de chocolate por causa do marrom da foto 4d. A outra ficava toda hora pedindo para repetir a cena em que é possível ouvir meu coração. Mas ambas morreram de rir mesmo foi quando viram minhas pernas com meu pintinho à mostra. Era uma risada tão grande que eu fiquei assutado aqui na barriga da minha mãe.

Enquanto íamos de casa em casa mostrando o tão falado vídeo, meus pais começaram a receber sugestões de nomes para mim. Mas uma sugestão, em especial, me chamou a atenção: Batman.
Antes que você se assuste, deixe-me contar essa história: uma amiga do meu pai tinha uma menina e estava com um menino na barriga. Mas como os pais não conseguiam entrar em acordo para decidir o nome, a pequena Mariane, na sua sabedoria típica de nossa inocência, sugeriu: “mamãe, põe Batman”. Pronto. Até que eles finalmente decidiram o nome, todo mundo chamava o menino de Batman, acredita?

Espero que meus pais não demorem muito para decidir meu nome. Vai que alguém tem uma ideia dessas...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sou um menino!

O Dr. José Celso tem a cara daqueles vovozinho que a gente vê por aí e quer abraçar. Na hora que mamãe e papai chegaram na clínica dele, ele pediu para esperarmos por que ia comer alguma coisa. Nunca pensei que houvesse tantos bebês vindo ao mundo ao mesmo tempo. Ele ainda tinha tido tempo para almoçar.

Depois de uns vinte minutos, entramos nós três, eu, mamãe e papai, numa sala com várias telas e um aparelho de dvd. Foi tudo gravado! E então, com a voz calma e uma imagem que fala mais do que mil palavras, o Dr. José Celso mostrou aos meus pais que sou um menino.

Lá estava meu pintinho, no meio das pernas que fiz questão de abrir bem para não restarem dúvidas. Meu irmão adolescente ganhou todas as apostas e quase não acreditou quando ficou sabendo.

Agora começa a nova tarefa de meus pais: escolher meu nome... alguma sugestão?

Ah! Quase esqueci: se quiserem dar uma olhada em minhas fotos mais recentes, acesse este link [http://www.flickr.com/photos/47516715@N05/sets/72157623527648805/].

segunda-feira, 15 de março de 2010

Esta é uma semana especial

Esta semana é muito especial para todos nós. Tenho uma sessão de fotos marcada para sexta-feira. A expectativa é grande por que, provavelmente, saberemos se sou uma menina ou um menino. A plateia se divide. Meu irmão diz que sou um menino. Minha mãe diz que sou uma menina. Meus pais têm suas preferências, mas, no fundo, eles dizem que o Deus escolheu é sempre o melhor.

Sobre isso, meu pai ficou abismado com um fato ocorrido na última consulta que tivemos com a Dra. Wanessa. Ao lado do consultório dela, há uma clínica especializada em ecografias. Daí, havia uma família completa (isso mesmo: pai, mãe, tia e duas avós) para fazer o exame e descobrir o sexo do bebê. Quando nós saímos da consulta, eles estavam no hall do hospital, com a mulher chorando feito uma louca. Meu chegou a pensar que o bebê dela tinha alguma deficiência congênita, mas adivinha por que ela estava morrendo de chorar? Por que queria um menino e o bebê era uma menina. Pode?

Meu pai comentou com minha mãe que aquilo era um absurdo. Que bebês sentem o que a mãe sente e que o coitadinho do bebê já ia nascer cheio de questões a serem resolvidas.

Exageros à parte. Ainda bem que meus pais pensam assim. Seria hipocrisia dizer que eles não têm suas preferências, como todos pais têm. Mas pelo menos assim, tenho certeza de que ser menino ou menina não importa tanto – eu vou ser uma pessoa muuuiiittttooo amada. Sei disso por causa do carinho deles por mim quando ainda nem sabem como eu sou. Eles me amam de graça e isso me deixa feliz.

Eu é que estou ansiosa(o) para saber logo meu sexo, pois então os presentes vão começar a aparecer. Minha mãe disse que assim que souber se sou menina ou menino, vai começar a montar meu quarto e meu enxoval. Vai ser muito legal...

terça-feira, 9 de março de 2010

Papai está gripado

Papai está doente, gripado, por isso a dificuldade para postar novidades. Mas estamos todos bem por aqui. A gente cuidando dele e ele cuidando da gente.

Meu pai é meio paranoico com essa história de minha mãe não poder, no momento, tomar qualquer medicamento. Daí, para evitar o contágio da gripe, ele não tosse perto da gente ou se protege, dorme com cabeça virada para o lado contrário da minha mãe, não deixa ninguém repetir copos ou talheres, não fica falando muito perto e coisas assim. Normalmente, seus cuidados são suficientes: não é muito comum que mamãe e meu irmão fiquem doentes quando papai fica gripado.

E por falar em gripe, daqui alguns dias começa a vacinação contra a gripe suína. Para quem achava que ela tinha passado, logo começa a estação de outono inverno e, portanto, cuidar-se é preciso.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Grávida, temporariamente. Na moda, sempre.

Mamãe deu hoje seu primeiro passo para continuar usando calças jeans. Eu disse que ela ia dar um jeito de se manter na moda independente da barriguinha. E as provas de que eu estava certo chegaram lá em casa hoje à noite.

À tarde, fomos ao shopping, eu, mamãe e meu irmão. Ela queira pagar algumas contas e aproveitou para ir a uma loja especializada em roupas para gestantes. Lá, ela encontrou muita coisa que foge ao padrão visto por ela como “capa de botijão de gás”. Daí, ela comprou duas calças. Uma delas tem uma regulagem na frente que permite o ajuste perfeito para caber a barriguinha. A outra tem um tipo de tecido elástico que promete se adaptar até o dia do parto.

Quando meu pai chegou em casa, mamãe mostrou as novas aquisições e pediu que ele tentasse adivinhar os preços. Meu pai jogou alto, mas ainda assim errou feio.

Como meu pai é muito controlado em relação às finanças, ele já havia pesquisado, em algum lugar, que o nascimento de uma criança aumenta as despesas do orçamento familiar em pelo menos 20%. Mas daí as peças de grávidas serem quase duas vezes o preço de roupas normais!

Mas meu pai não esquentou muito não. Afinal, mamãe tem seus próprios cartões. Coisas da modernidade...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Aprendendo a fazer beiju

Sábado mamãe acordou com um desejo. Não que ela venha tendo várias vontades bizarras. Para dizer a verdade, acho que, desta vez, foi mais uma simples vontade do que um desejo de grávida. E como meu pai já está acostumado a fazer muitas vontades da mamãe, ele prestou atenção ao que ela pediu.

Mamãe queria comer beiju. O problema nesse desejo era o seguinte: nenhuma de minhas avós que moram aqui perto sabem fazer beiju, meu pai não sabia onde comprar beiju e seria um grande incômodo pedir a um amiga de minha mãe para fazer beiju para ela naquela hora.

Mas você não conhece meu pai. Ele é aficionado por cozinha e por informação. Se uma informação existir na internet, ele descobre. Com o nome completo de uma pessoa, ele já conseguiu descobrir, pela internet, o telefone da mesa de trabalho dela. Então ele disse: “se as pessoas aprendem a fazer bombas pela internet, por que eu não posso aprender a fazer beiju?”

Com essas habilidades e o desejo da mamãe, meu pai, que nem sabia se beiju era feito com polvilho doce ou azedo, ligou o computador e procurou uma receita. Daí, ele comprou o polvilho doce e literalmente meteu a mão na massa. Menos de 15 minutos depois de chegar em casa com o polvilho, ele chamou minha mãe para passar manteiga no seu beiju pronto e quentinho.

Não ficou como o da minha bisavó, é claro. Mas eu e mamãe comemos dois daqueles discos de polvilho cheios de manteiga, com leite e café, e achamos uma delícia. Pena que, alguns minutos depois, estávamos eu e ela no banheiro fazendo você sabe o quê.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Barriguinha aparecendo

Mamãe continua muuuiiittttooo enjoada e com muito sono. Ao que parece, meu palpite sobre a duração dos enjoos estava certo. Se tivesse apostado com a Dra. Wanessa, teria ganhado. Já estamos no segundo trimestre e tudo indica que as coisas ainda vão ficar assim ainda por algum tempo.

Ontem, minha mãe começou a cair na real sobre os efeitos do sinal mais visível de que estou por aqui. Uma leve silhueta na barriga da mamãe mostra que estou crescendo e, como consequência, ela começa a aceitar o fato de que vai ficar alguns meses sem poder usar calça jeans. Meu pai já havia alertado, mas depois da calça jeans incomodando ontem à noite, mamãe finalmente se deu conta da mudança que será forçada a fazer no visual.

Minha mãe é muito ligada em roupas e acessórios. Ela é muito vaidosa e atenciosa com isso (se eu foi uma menininha, já me vejo toda “patricinha”). Daí, se há uma coisa na gravidez que, com certeza, vai fazê-la ficar irritada, são as “ roupas novas”.

Ela já comentou com meu pai que o guarda-roupa da gestante parece coisas como “capas de botijão de gás”, “burcas muçulmanas”, “calças sem graça”, “roupas de ginástica”, “pijamas” e termos semelhantes (essa é a opinião dela). Então você pode imaginar que meses sem calças jeans, shorts, bermudas acinturadas e outras peças serão uma tortura para ela.

Mas tudo bem. Pelo que conheço de minha mãe (já são longos três meses... kkk...), ela vai dar um jeito de se manter muito fashion (na moda) independente da barriguinha.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Papais também ficam grávidos!

Meu pai ficou meio bravo hoje. Mas fiquem calmos! Não foi comigo, nem com mamãe ou com meu irmão. Fiz questão de decorar a frase que ele disse no momento de mais raiva: “querem que sejamos pais sensíveis e participantes, mas tudo é feito para reafirmar nossa exclusão de todo o processo!” Se você não entendeu o que ele quis dizer, então vou tentar explicar o porquê da frase.

Meu papai é muito interessado nestas coisas de ser pai (sorte minha!). Quando meu ainda irmão era um bebê, era meu pai que acordava de noite para dar remédio, fazer massagem para cólicas, colocar ele para ser amamentado ou dar mamadeira e coisas assim. Para você ter uma ideia, ele até já publicou um artigo sobre paternidade na revista do trabalho dele!

Daí, quando ele ficou sabendo de mim, ele acessou alguns sites sobre gravidez. Num deles, o de uma revista, havia a opção de receber, semanalmente, informativos sobre o meu crescimento na barriga da mamãe. Foi aí que começaram as surpresas.

No informativo semanal, não existe a opção de você se identificar como pai; só há a opção de mãe. Nos emails que ele recebe sobre gravidez, ele sempre é chamado de “querida”, e nas fotos das matérias só há mulheres.

Meu pai também falou alguma coisa sobre licença paternidade desigual. Repito as palavras dele: “Se as mães têm meses, por que os pais têm dias? Se as mães têm informes sobre gravidez, por que os pais não podem ter? Por que na maioria dos artigos sobre gravidez sempre são usados os mesmos termos: “grávida”, “maternidade”, “futura mamãe”, “gestante” e outras palavras que sempre se referem à mãe? E os pais? Ninguém parou para pensar que a gravidez não é uma experiência individual?”

Enquanto eu ouvia aquelas coisas que meu pai dizia, comecei a pensar que o mundo aí fora é mesmo um pouco estranho. Se todos desejam que os homens sejam não somente provedores, mas pais amorosos, carinhosos e prestativos, por que dificultar tantos as coisas? No fim, acho que também fiquei muito brava(o).

Assim lanço a campanha: “Papais também ficam grávidos!” Se você concorda com a gente, se acha que a gravidez é uma experiência compartilhada por toda a família, então repasse este texto para seus contatos, e manifeste sua indignação nos sites e revistas. E mande as respostas que tiver para nós, fazendo comentários aqui no blog. Aguardo notícias!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Fazendo xixi dentro de casa

Estou crescendo. Já consigo piscar, mover os dedos, dobrar os braços, abrir a boca e até soluçar. E como toda criança, já estou fazendo xixi. Não se assunte. Não há fraldas ou lenços umedecidos aqui para me limpar, mas estou bem limpinha(o).

Como estou envolvido por líquido amniótico aqui na barriga da mamãe, eu “bebo” desse líquido. E se alguém bebe, é claro que, em algum momento, vai ter que ir ao banheiro. E até que eu vou muito ao banheiro com minha mãe, mas é ela quem vomita, vomita, vomita (adivinhe o que ela acabou de fazer?) e faz outras coisas. Eu faço meu xixi aqui mesmo.

Agora, desfaça sua cara de nojo. Meu xixi é praticamente 100% água. Minha comida vem pelo cordão umbilical e as sujeiras também vão embora por ele! Assim, não tem sujeira na minha urina (pelo menos por enquanto).

E por falar em “por enquanto”, a qualquer momento minha mãe vai começar a sentir meus movimentos aqui dentro. Não que eu esteja parada(o) por aqui. Meu tamanho é que não ajuda. Algumas mães sentem o bebê mexendo com 15 semanas, outras com 20. Minha parte eu garanto: prometo que vou fazer um esforço danado para mamãe perceber minha bagunça por aqui logo, logo. Assim a gente poderá interagir melhor...

Até a próxima!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Olhem minhas fotos!

Dia agitado hoje. Levantamos cedo e fomos, eu, papai e mamãe para a consulta com a Dra. Wanessa. Ela disse que mamãe está muito bem, sem nenhum problema. E quando eu comecei a me perguntar se ela não estava me vendo ali, ela disse que eu também estou muito bem.

Mamãe continua muito enjoada, então vai tentar uma nova medicação. Diz a Dra. Wanessa que isso logo vai passar. Mas não sei não. Quando meu irmão ainda estava por aqui (na barriga da mamãe), ela ficou enjoada até uns 5 meses...

Mas agora vem a parte mais legal deste post! Depois de muito conversar com meu pai (e meu pai conversa muuuuiiiitooo mesmo), ele finalmente me deixou colocar uma foto minha aqui no blog. Sabe como são os pais, né? O meu fica com todo aquele cuidado que você deve conhecer. Quando eu pedia para colocar a foto, lá vinha ele repetindo a mesma coisa: “meu amor, foto na internet é foto sem dono, deixa isso prá lá, bebê”.

Mas eu não me deixei abater. Ainda mais agora que eu tenho umas fotos fresquinhas, tiradas no sábado. E como agora só vou tirar fotos novas em março (para, quem sabe, finalmente meus pais saberem qual é meu sexo), fico feliz que tenha conseguido convencer meu pai. Obrigado, papai!

Ah! Quase esqueci. As fotos estão neste link: "Diário de um bebê".

E vocês... façam o favor de fazerem comentários, pois meu pai lê todos eles para mim.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Como meus pais ficaram sabendo de mim

Tempos de internet geram situações nunca antes vividas. Vejam só: meus pais estavam tentando me ter fazia algum tempo. Na verdade, eles tinham feito este propósito com Deus: se minha mãe não ficasse grávida até o final de 2009, então eles iriam desistir de outra criança e minha mãe iria voltar a estudar. Eles colocaram isso diante de Deus e deixaram o tempo passar.

Já era janeiro de 2010 e eles estavam se preparando para a viagem de férias. Porém, a menstruação de mamãe estava atrasada, e ela havia decidido tomar remédio para “forçá-la” a vir , pois praia não combina com absorvente. Quando meu pai ficou sabendo disso, ele disse que ela não tomaria nada sem antes fazer um exame para verificar se estava grávida. Mamãe relutou. Havia um ar de decepção em sua fala. Afinal, eles estavam tentando me ter havia um bom tempo e mamãe não estava sentindo absolutamente nada de anormal, nenhum sintoma!

Papai foi firme e, por causa disso, lá foram eles ao laboratório colherem a amostra de sangue.
Como é comum hoje, eles pegaram um daqueles protocolos com os qual você pode pegar o resultado do exame pela internet e voltaram para casa. Não contaram nada para ninguém e viveram aquele dia sem muita esperança de que eu realmente estivesse por aqui.

À noite, quando eles chegaram em casa, enquanto mamãe estendia algumas roupas, meu pai pegou o protocolo do laboratório e foi para a internet. Quando ele viu o exame, começou a confusão. Eu que estava dormindo, logo acordei. Queria gritar: “estou aqui!”, mas ainda nem tinha boca.

O resultado dizia a quantidade do hormônio chamado gonadotrofina coriônica que minha mãe tinha no sangue. Mas o que eles esperavam ver era um “positivo” ou “negativo” bem claro. Pela interpretação de meu pai, feita com a ajuda da própria internet, minha mãe estava grávida. Mas se tratando de um sonho tão grande como um bebê, eles queriam ter certeza antes de saírem por aí espalhando a tão sonhada notícia.

Mamãe ligou diversas vezes para o celular da Dr. Wanessa. Só dava na caixa postal. A ansiedade deles era evidente. Eles ligam novamente, e nada. A cada busca na internet, meu pai tinha mais certeza ainda de que estava interpretando o resultado corretamente.

Finalmente, depois de longo trinta minutos de agonia, minha mãe conseguiu falar com a médica. Se eu tivesse mãos naquela época, pode ter certeza de que teria levantado e dado graças a Deus.

Agora pense: no momento em que mamãe começou a falar com a médica, meu pai correu, pegou a câmera e começou a filmá-la ao telefone. Foi uma loucura! Eu tenho o vídeo exato do momento em que minha mãe, meu pai e meu irmão descobriram que eu estava a caminho! Foi emocionante!

Resultado pela internet, confirmação por celular, momento exato gravado em vídeo e agora um blog e um twitter para mim. São os tempos modernos, mas com o amor de sempre... Até a próxima!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O dia da ecografia

Era um lindo sábado. Eu estava dormindo tranquilamente na barriga de minha mãe quando, de repente, um objeto muito estranho foi se aproximando. Não foi o suficiente para tocar em mim, mas eu não gostei mesmo daquilo. Minha mãe estava apreensiva. Meu pai misturava emoção e constrangimento. Mas, no fundo, ambos estavam parecendo pais de primeira viagem. Nem parece que tenho um irmão em plena adolescência, com treze anos!

Mas voltando ao assunto... Aquele médico que me aguarde. Eu gravei o nome dele: Dr. Luciano. Ele que me aguarde. Eu estava no melhor do sono, daí ele vem me perturbar? No início, ele disse que eu estava mexendo muito. Mal sabe ele que eu estava era querendo dar um chute naquele troço!

Sabe o que mais me admira? Meu pai e minha mãe ficaram sorrindo! Dá para acreditar? Quando ele colocou o som do meu coração para eles escutarem, eles quase choraram! Não sei por que esses adultos se emocionam tanto com um coração batendo a mais de 130 por minuto.

O tal Dr. Luciano disse que precisava medir não sei o que lá. E, para isso, queria que eu ficasse de perfil para ele. Claro que eu não queria ficar! Mas daí, ele pediu para minha mãe mexer na barriga, para eu mexer e ficar no posição que ELE queira, pode? E não é que minha mãe e meu pai fizeram o que ELE queira? Mas EU estava determinada (o) e quando ele dizia: “agora vou medir”, EU voltava para minha posição. Parecia pique-esconde. Foi divertido ver meu pai, minha mãe, o tal médico e sua assistente tentando me colocar na “posição certa”.

Por fim, papai disse: “deixa de ser uma criança marrenta... senão a gente vai ter que voltar aqui de novo.” O quê? Voltar de novo! Rapidinho eu fiquei na posição que o tal Dr. Luciano queira. Mas ele que não fique convencido: meu pai pediu com jeito e EU resolvi fazer o que ele pediu.

O tal médico disse que estou bem. Mostrou meu corpo, meus bracinhos, minhas perninhas e todo mais para meus pais. Eles ficaram feito bobos, como se eu fosse a única criança do mundo que tem corpo, braços e pernas. Mas acho que entendo: era a primeira vez que eles me viam assim, com jeito de ser humano.

E, afinal, eu sei que eles me amam. Como? Bem, todo dia, quando meu pai chega em casa, ele dá um beijo na minha mãe e outro em mim. Ele diz que ama seus dois bebês e coisas assim. Minha mãe fica só pensando nas coisas que vai comprar para mim.

Apesar de tudo, hoje foi um dia legal. Minha mãe disse que vai sonhar comigo. Eu ainda não posso garantir a mesma coisa: me faltam neurônios e sinapses suficientes para sonhar. Mas uma coisa eu posso garantir: sinto muito ansiedade para sair daqui e ficar no colo de mamãe, papai, irmãozinho, avós, tios e todos vocês que têm me acompanhado. Até a próxima! Mandem comentários que meu pai lê para mim!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Trabalho e aniversário

Ontem trabalhei demais e ainda estou com muito sono. Mamãe voltou de férias e a gente andou um bocado. Ela disse que eu me comportei muito bem. Só dei birra quando quis comer; daí ela se sentiu um pouco enjoada (como se o enjoo fosse obra minha...). Por falar em enjoos, se tudo der certo, logo mamãe não vai ficar vomitando por aí (graças a Deus!). Como estamos quase no fim do primeiro trimestre, os enjoos tendem a diminuir ou mesmo sumir.

Apesar de todo meu cansaço e sono (novidade?), estou muito feliz: hoje é meu aniversário. Completo 11 semanas. E aí pintou uma dúvida: por que a gente tem aniversário toda semana quando está na barriga e somente uma vez ao ano quando sai dela, justo quando a gente pode aproveitar mais? Espero respostas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Espinhas da mamãe

Ainda estamos na cama. Fico imaginando quanto tempo minha mãe e eu ficaremos dormindo nos próximos meses, já que a lentidão e a sonolência tendem a aumentar à medida que eu vou crescendo.

Mamãe está incomodada com as espinhas que têm aparecido no seu rosto. Ela parece até uma adolescente: logo vai para o espelho espremer os nódulos. Meu pai fica reclamando, dizendo que assim seu rosto vai ficar marcado, mas ela parece não ligar muito, pois descobri que mamãe é muito vaidosa. Não sei como as coisas eram antes, mas desde que estou por aqui, sempre a vejo passar filtro solar, creme para prevenir estrias, hidratante para o corpo e um outro tanto de produtos que nem imagino para que servem.

Eu entendo minha mãe. Quando eu for adolescente, também não vou querer ficar por aí desfilando com um monte de espinhas pelo rosto. Isso queima o filme da gente.

E por falar em ter o filme queimado, vou encerrar este post logo, pois senão vou ficar queimada(o) com meu pai por ficar do lado de minha mãe em relação às espinhas. Um beijo de lábios novinhos (formados há apenas umas três semanas!).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Enjoos do papai

Hoje mamãe está muito enjoada. Até o momento, depois de tomar café três vezes, almoçar e lanchar, somente o almoço ficou no estômago (seria por que ela comeu o que “desejou”?). No exato momento, estamos no banheiro. Ela não gosta que meu pai fique por perto nestas horas, então estamos nós duas (dois) por aqui, enquanto meu pai fica olhando da porta e perguntando a toda hora se está tudo bem.

Agora vem a parte interessante dos enjoos. Por mais estranho que pareça, papai vem sentindo, em menor escala é claro, enjoos, mudanças de humor e sono. O cheiro de pão de queijo é um exemplo do que ele vem tolerando cada vez menos. É estranho pois quando mais minha mãe mais enjoada, mais ele se sente estranho depois de comer.

E antes que você comece a julgar meu papai, saiba que existe um termo científico para o que ele vem sentindo: síndrome de Couvade [leia mais...]. Alguns estudos supõem que ela atinja 10% de todos os pais. Eles sentem enjoos, desejos de comer alimentos específicos, sono aumentado, ganho de peso e até pseudociese (um inchaço da barriga sem causa aparente). Há relatos de pais que sentiram dores de parto e outros que desenvolveram barrigas equivalentes a sete meses de gestação!

Geralmente, os pais sentem-se assim quando a gravidez é difícil ou muito desejada. Particularmente, acredito que meu pai se encaixa na segunda opção, pois como mamãe tem dito por aqui: “você está mais informado sobre gravidez do que a grávida de casa.”

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ciúmes

Ciúme é quando temos um sentimento exagerado de posse de alguém ou alguma coisa, nos sentimos inseguros por causa disso e agimos de maneira irracional na tentativa de “evitar” que alguém nos “roube nossa propriedade”. Conceito elaborado, não é? Papai me ajudou :).

Pois me senti assim hoje. Por causa de um pequeno problema, minha mamãe se ofereceu para ficar com uma garota durante o dia. Pode? Por que as mães fazem isso? Acredita que até meu pai ficou paparicando a menina? Se eu não tivesse tão poucos neurônios, teria queimado alguns tentando dar um jeito na situação.

Ainda bem que o sentimento logo passou. Como uma pessoa madura que sou (kkk!), entendi que tenho meu lugar especial muito bem guardado nos corações das pessoas ao meu redor, e que, por isso, não preciso ficar agindo feito louca(o) para chamar a atenção. Se todo mundo aprendesse isso ainda na barriga das mamães, acho que o mundo aí fora seria bem melhor. Agora me deixa dormir um pouquinho por que eu mereço...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sou quase só cabeça

Mamãe continua com aqueles enjoos e com muito desconforto no estômago. A Dr. Wanessa disse que a grande quantidade de progesterona faz que a ligação do estômago com o esôfago fique meio aberta, daí grávidas podem apresentar azia causada por um tipo de refluxo. Sobre os enjoos, os hormônios estão malucos, daí o desconforto.

Hoje fiz duas descobertas muito importantes. A primeira é que puxei o sono de minha mãe. Você nem imagina... Se der moleza, ela encosta em qualquer lugar e logo está dormindo. É um cansaço que sono nenhum acaba. Neste exato momento, adivinhe o que ela está fazendo? Se você disse “ela está dormindo”, merece um pirulito.

Mas minha primeira descoberta é só um detalhe diante da segunda. Não há fita métrica por aqui, mas devo ter uns 30 milímetros de altura (sim, 0,3 centímetros!). Agora imagine. Descobri que metade do meu corpo é minha cabeça! Isso mesmo: minha cabeça mede 15 milímetros! Jesus Cristo! Meu consolo é saber que quando eu nascer, minha cabeça ficará mais proporcional ao meu corpo – medirá somente um oitavo dele.

Meu primeiro post

Decidi escrever para este blog por que não tenho mesmo muita coisa para fazer aqui na “barriga” da minha mãe. Barriga entre aspas por que vocês devem ser bem grandinhos para saber que estou crescendo no útero de minha mãe. Também demorei um pouco por que somente agora, com 10 semanas completadas na quarta-feira, é que adquiri uns “esboços” de perninhas e braços. Nada muito pronto, mas já consigo digitar.

Meu pai está orgulhoso de mim. Afinal, devo entrar no Mundo dos Records como a(o) blogueira(o) mais nova(o) do mundo – 10 semanas, um dia e algumas horas.

Bem, para começar minha vida começou muito estranha. Embora meu destino tenha sido traçado desde o momento em que um dos milhares de espermatozoides do meu pai entrou no óvulo de minha mãe, ainda não sei se serei um menino ou uma menina. Meu pai sabe que existe um exame, chamado sexagem fetal [leia mais...], o qual seria capaz de dizer meu sexo. Minha mãe disse que tal exame é muito caro (algo entre R$ 900,00 e R$ 400,00), então é melhor esperar mais um pouco para, quem sabe, descobrir numa ecografia. Não precisa me dizer que minha genitália já está formada. Ela está ali desde que eu completei minha 9ª semana. Mas sabe como são as coisas. Meus olhos ainda estão em formação e mesmo depois de nascer, vou demorar um pouquinho para enxergar direito. O segredo do meu sexo também está guardado de mim (pelo menos por enquanto).

Agora deixa eu dormir mais um pouquinho. Como peso somente uns 5 gramas, tenho muito o que crescer. E para isso, você deve saber que eu fico quase sempre dormindo por aqui. Quando eu acordar, te mando mais notícias.